02 de Setembro, 2016

Assemae ES debate controle do Aedes aegypti

Governo pede apoio dos serviços de saneamento para evitar o nascimento do mosquito. 

Representando os serviços municipais de saneamento capixabas, a Assemae Regional do Espírito Santo participou de reunião na cidade de São Mateus (ES) para debater as estratégias sanitárias de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. O encontro ocorreu no dia 30 de agosto, com a presença do vice-presidente da Assemae ES, Alencar Gusmão, além de gestores públicos e técnicos das áreas de limpeza urbana, abastecimento de água, esgotamento sanitário, meio ambiente e saúde.

A reunião foi uma iniciativa das Secretarias de Estado da Saúde (Sesa) e de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) do Espírito Santo, tendo como principal objetivo debater a situação de escassez hídrica e apresentar soluções de controle e prevenção ao mosquito, que é responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e do zika vírus. Especialistas afirmam que a proliferação dessas doenças acontece principalmente em áreas que carecem do acesso a sistemas adequados de saneamento básico e manejo adequado dos resíduos sólidos.

Segundo Alencar Gusmão, o Espirito Santo passa por uma severa crise hídrica e pela proliferação do mosquito Aedes, bem como do pernilongo comum, que também pode provocar a dengue e a zika, conforme atestado em pesquisas recentes. No período de seca, as pessoas têm o hábito de armazenar a água para consumo, muitas vezes de forma inadequada. “É necessário realizar campanhas eficazes e urgentes no combate aos mosquitos, pois eles têm a capacidade de procriação tanto em água limpa, quanto em água suja. Com a chegada das chuvas nos próximos dias, a situação pode se agravar devido à criação de novos focos para o mosquito”, ressaltou Gusmão.

Alencar destacou, ainda, que é preciso envolver a toda a sociedade civil, sobretudo, em ações de educação ambiental nas escolas, buscando a conscientização e mudança de hábitos. “Diante desse quadro, a Assemae desempenha um papel muito importante para auxiliar os municípios no planejamento estratégico de combate aos mosquitos, envolvendo as áreas de saúde, educação, e claro, os serviços de saneamento básico”, comentou o presidente regional.

Os mosquitos apresentam alta capacidade de responder às transformações impostas pelo meio ambiente, o que requer a adoção de medidas de controle cada vez mais integradas, focadas no saneamento e na participação da comunidade. A principal estratégia de combate é não oferecer os criadouros para as lavras, evitando o nascimento do Aedes. Em alguns casos, o Ministério da Saúde recomenda o uso de larvicidas nos depósitos de água armazenada, todos avaliados e aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A reunião teve a participação dos seguintes municípios: Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Conceição da Barra, Ecoporanga, Jaguaré, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, São Mateus, Vila Pavão.

Última modificação em Sexta, 02 Setembro 2016 14:04
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