01 de Julho, 2015

Campinas debate reúso da água

O encontro discutiu a necessidade de utilizar a água de reúso como uma das medidas ao enfrentamento da escassez hídrica

Com o objetivo de debater a água de reúso como fonte de abastecimento público, a Sanasa de Campinas recebeu na sexta-feira, 26 de junho, integrantes da Comissão Especial da Crise Hídrica da Câmara dos Deputados, entre eles o deputado Luiz Lauro Filho (PSB/Campinas), que presidente a Comissão.

A Assemae participou do evento por meio do diretor de Assuntos Internacionais, Silvio José Marques, e do diretor de Assistência aos Municípios, Alessandro Siqueira Tetzner. O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, também esteve presente no debate.

O encontro discutiu a necessidade de utilizar a água de reúso como uma das medidas ao enfrentamento da escassez hídrica, além da criação de políticas tarifárias referente à utilização desse tipo de água. Para tanto, os participantes visitaram a Estação Produtora de Água de Reúso da Sanasa – EPAR Capivari II.

Segundo o deputado Luiz Lauro Filho, a Sanasa é uma das pioneiras na produção de água de reúso na lavagem de carros e rega de jardins, inclusive, já possui um projeto para a o consumo humano desta água. “É a primeira iniciativa na Câmara dos Deputados nesta legislatura na elaboração do planejamento de uma política, para que a água de reúso possa ser inserida nos estados e municípios”, completou.

De acordo com o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, a reunião foi importante para apresentar à Comissão as políticas da empresa de saneamento quanto ao reúso da água, principalmente neste período em que houve um despertar nas ações de enfrentamento da crise hídrica. “Se água é vida, saneamento é saúde. Campinas, hoje, trata 88% do esgoto e tem avançado nesta questão por meio da execução de inúmeras obras”, destacou Romêo.

O presidente da ANA ressaltou o pioneirismo e a importância da Sanasa na utilização da água de reúso e considerou significativo o debate sobre este produto para o consumo humano, uma vez que há várias restrições, principalmente culturais em relação ao assunto. “Os poucos países que adotam o procedimento de lançar a água de reúso diretamente na rede ressaltam que é necessário investir para reverter a cultura junto à população. Já o reúso indireto é mais comum. E a Sanasa já está avançada nos projetos para tratamento de esgoto”, explicou Andreu.

Ao final da manhã, a consultora Lívia de Souza Viana relatou o papel do legislativo para a concretização deste novo paradigma de reúso da água. Além disso, o gerente de Operação de Esgoto da Sanasa, Renato Rossetto, fez uma apresentação sobre a Estação Produtora de Água de Reúso – EPAR Capivari II e a tecnologia de membranas de ultrafiltração, que deixa a água com 99% de pureza sem a utilização de produtos químicos.

Com informações da Sanasa

Última modificação em Quinta, 02 Julho 2015 11:37
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