01 de Abril, 2016

Uberlândia debate saneamento rural

Seminário abordou soluções para o saneamento na área rural.

O Dmae de Uberlândia (MG) promoveu ontem, 31 de março, o "Seminário da Situação Hidroambiental", no auditório do Parque de Exposição Camaru. Durante a manhã, duas palestrantes de Belo Horizonte e um de Foz do Iguaçu compartilharam experiências sobre conservação de recursos hídricos nas regiões em que atuam.

Edicleusa Moreira, da Funasa de BH, abriu o ciclo de palestras explicando que mais crianças morrem no Brasil e no mundo por diarreia do que por Aids, devido à falta de saneamento básico. Moreira propôs soluções por meio do planejamento de políticas públicas e a efetivação do Plansab, Plano Nacional de Saneamento Básico.

Luiz Suzuki, da Itaipu Binacional, apresentou o programa “Cultivando Água Boa”, desenvolvido há 13 anos em 23 municípios da região da Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. Suzuki enfatizou a importância da educação ambiental da população em todos os setores que envolvem água e solo. "A água é um recurso universal, então os pequenos cuidados que fazemos em lugares específicos refletem no todo", explica. No ano passado, o Cultivando Água Boa foi reconhecido e premiado pela ONU como a melhor gestão de recursos hídricos do mundo.

Jane Leal, da Emater de Minas Gerais, mostrou o modelo TEvap de fossa séptica, construída com materiais reciclados e de baixo custo. O equipamento é divulgado em eventos para lideranças comunitárias da zona rural para incentivar a a adoção de sistemas de esgotamento sanitário individual em locais em que o serviço de coleta e tratamento de esgoto público não chegam.

Leal conta que já foram instaladas mais de 300 unidades TEvap em todo o estado, com recursos de prefeituras, empresas parceiras e dos próprios produtores. Eventos como a Femec, segundo ela, ampliam o acesso à informação para quem vive em áreas rurais nas quais o saneamento ainda é um desafio.

Geraldo Silvio, gerente ambiental do DMAE, apresentou o Programa Buriti de Preservação Ambiental. Primeiramente, ele fez um histórico sobre a criação, implantação e atuação do programa. Logo depois, Silvio mostrou os resultados das ações de proteção das nascentes do rio Uberabinha e ribeirão Bom Jardim, bem como a recuperação de áreas degradadas ao redor. "São mais de 215 mil mudas plantadas e 4.152 hectares de áreas preservadas – APPs", explica o gerente.

Finalizando, Rafael Pescumo, da TRC Sustentável, falou sobre o reuso de efluentes como solução para a escassez de água. Ele apresentou as estações de tratamento de esgoto individuais desenvolvidas pela empresa, que tratam os efluentes residenciais por meio de bactérias biodigestoras. Do tratamento, resulta água rica em nutrientes como nitrogênio e potássio, que é utilizada para irrigar os jardins da casa de forma mais satisfatória do que a água tratada da torneira, pois é mais nutritiva e é reutilizada.

Fonte: Dmae Uberlândia

Última modificação em Sexta, 01 Abril 2016 16:30
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