10 de Janeiro, 2018

SAAE Pirapora realiza biomonitoramento em rio

O monitoramento biológico feito pelo Saae é uma forma de de determinar a qualidade da água do Rio São Francisco

Os rios estão frequentemente sujeitos a uma grande variedade de distúrbios ambientais. A sua biota (os animais, incluindo-se os peixes) é capaz de responder tanto às influências naturais quanto às antrópicas, sejam elas químicas ou físicas; podendo efetivamente sintetizar a recente história das condições ambientais em um rio.

Além da avaliação físico-química e bacteriológica, o monitoramento biológico é uma forma de determinar a qualidade da água.

Para realizar o monitoramento biológico do Rio São Francisco, o SAAE de Pirapora, possui desde 2008, dois tanques de 3 x 2 metros, com 1 metro de profundidade, um contendo água bruta e outro água filtrada, abastecidos continuamente.

Inicialmente, foram colocadas, nesses tanques, espécies de peixes nativas da região, mas as mesmas não se adaptaram aos tanques e foram substituídas por tilápias. As tilápias são mais resistentes, de mais fácil manejo e são utilizadas na maioria das pesquisas nacionais e internacionais, portanto, seria mais fácil encontrar dados comparativos.

Segundo o biólogo da autarquia, Patrick Nascimento Valim, o confinamento dos peixes bioindicadores em tanques no SAAE facilita a coleta dos espécimes, além de se ter um maior controle das condições ambientais da água. “É mais fácil coletar as tilápias nos tanques do SAAE do que sair à captura de algum peixe no rio São Francisco”, explicou Valim.

Bioindicadores são organismos ou comunidades, cujas funções vitais se correlacionam tão estreitamente com determinados fatores ambientais que podem ser empregados como indicadores na avaliação de certa área, respondendo à poluição ambiental com alteração de suas funções vitais ou acumulando toxinas. Um dos mais fundamentais atributos dos organismos, incluindo-se, neste caso, o homem, é a sua habilidade de responder a estímulos. Estes estímulos ativam processos necessários à sobrevivência do ser vivo. Poluentes ambientais podem se caracterizar como estímulos e provocar respostas nestes organismos, acumulando-se ou alterando determinados órgãos dos animais.

De acordo com Patrick, diferentes níveis de metais na água podem se acumular nos tecidos dos peixes, como nos músculos, guelras, estômago, intestino e escamas. Ou seja, um aumento na concentração de determinados poluentes no corpo hídrico se refletirá no organismo dos peixes. “As análises físico-químicas da água nos dão um retrato da qualidade da água naquele ponto de amostragem e no momento da coleta, enquanto a avaliação dos bioindicadores faz um filme das condições do rio São Francisco, já que os peixes podem refletir alterações provocadas em momentos anteriores”, observou o biólogo.

 

Fonte: SAAE Pirapora

 

Última modificação em Quarta, 10 Janeiro 2018 14:21
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