17 de Agosto, 2015

Cispar desenvolve programa para perdas

Municípios da região de Maringá iniciam programa para evitar perdas de água



Cerca de 40% de toda a água tratada é perdida antes de chegar às casas e empresas nos municípios da região de Maringá (PR) abastecidos por serviços autônomos em consequência de redes envelhecidas, vazamentos e ligações clandestinas. Outra porcentagem considerável de desperdício é nos locais de consumo.

Para reduzir o prejuízo, 14 municípios do noroeste do Estado vão contratar uma empresa especializada para realizar um diagnóstico de seus sistemas de abastecimento e, com base no levantamento, desenvolverão projetos para combater as perdas. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) liberou R$ 300 mil para a realização do diagnóstico.

A decisão de combater as perdas foi tomada pelo Consórcio Intermunicipal de Saneamento do Paraná (Cispar), com sede em Maringá. “Desperdício na rede significa perda muito grande de recursos financeiros que poderiam voltar para o sistema para ser empregado na melhoria da qualidade dos serviços, ampliação da rede e levar água e esgoto a um número maior de famílias”, diz o presidente do Cispar, Paulo Alves (PSDB), prefeito de Mariluz.

De acordo com Alves, os problemas no abastecimento em outras regiões, principalmente em São Paulo, servem como alerta para que todas as cidades adotem desde já medidas para evitar perda de água. Isto, segundo ele, começa com um estudo técnico para descobrir quais são os pontos críticos do abastecimento.

Energia

Marialva, que há 4 anos transformou seu Departamento de Águas e Esgoto em autarquia, também fará um levantamento para detectar os pontos críticos no abastecimento, mas segundo o presidente da autarquia, Ademir de Souza, há tempos foi iniciado um trabalho neste sentido. “Estamos conseguindo diminuir as perdas combatendo os vazamentos na rede, mas sabemos que elas têm várias outras causas, como reservatórios incompatíveis ao volume de uso, ligações clandestinas, poços com problemas”, diz.

Além das perdas na rede, o objetivo do Cispar é também evitar perdas no consumo de energia, situação que Marialva conhece bem. “Bombas ultrapassadas devem ser substituídas por outras mais modernas que consumem menos energia, todos os equipamentos devem ter boas condições de funcionamento para que o consumo não seja a mais do que o necessário”, explica Alves.

Outra preocupação dos prefeitos e diretores dos serviços autônomos é com as perdas nas unidades de consumo, principalmente o desperdício. Campanhas de conscientização deverão ser realizadas.

Fonte: Funasa

Foto: Google

Última modificação em Segunda, 17 Agosto 2015 15:20
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