Responsável pelo abastecimento de cerca de 65 mil pessoas, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Celeste Gobbato terá sua capacidade de operação ampliada em 160% a partir do segundo semestre deste ano. As obras de reforma e ampliação da unidade, inaugurada há 55 anos no bairro Pioneiro, atingiram 68% da execução total e tem previsão de término em julho.
Com a instalação de quatro novas unidades hidráulicas, com capacidade para tratar 135 litros de água por segundo cada uma, a Celeste Gobbato ampliará sua capacidade total de 300 para 540 l/s. O investimento é de R$ 28,3 milhões. A execução está sendo feita pelo consórcio entre as empresas Gratt Indústria e Tecnologia e Bio G Sistemas de Saneamento Ltda.
Uma das obras em andamento é a interligação das adutoras de água bruta entre dois sistemas de abastecimento. Originalmente construída para receber água da Maestra, a Celeste Gobbato passa a tratar, também, parte da água oriunda das represas do Dal Bó. Mesmo com os trabalhos ainda em execução, a ETA já absorveu parte desta demanda e passou a atender 14% da população urbana _ até o ano passado, eram 11%.
A ETA Celeste Gobbato abastece os bairros Centenário, Colina Sorriso, parte do Marechal Floriano, Monte Bérico, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Saúde, parte do Pio X, Pôr do Sol, Santa Catarina, Santa Fé, Santa Lúcia/Cohab, São Giácomo, São José, Reolon, Pioneiro e arredores. Com a ampliação, passará a atender também Madureira, Universitário, parte do Centro e parte do Jardim América.
Estão em fase final trabalhos de montagem dos sistemas de carvão ativado em pó, retrolavagem automática dos filtros e de saturação dos flotadores. Os projetos de montagem e de energização da subestação que alimentará a ETA passam por análise pela concessionária de energia. A previsão é de iniciar os testes operacionais da ETA em março.
A etapa final dos trabalhos, prevista para ocorrer entre março e julho, é a chamada “fase sólida”, que consiste na implantação do novo tanque do lodo gerado pela ETA, onde ocorre o processo de desidratação desse resíduo, e na recuperação do atual sedimentador, que será transformado em um novo reservatório de água potável. Os atuais filtros serão revitalizados, e serão transformados em tanques pulmões para receber a água de lavagem dos filtros. Com isso, essa água será armazenada, reutilizada, recirculando aproximadamente 10% da vazão nominal da ETA, o que minimiza os impactos ambientais.
Samae Caxias do Sul
Foto: Fast Produtora