28 de Setembro, 2022

SANASA constrói única usina de compostagem no Brasil, em Campinas (SP)

A Usina Verde de Compostagem já produziu 50 mil toneladas de adubo orgânico, originados de resíduos de tratamento de esgoto e do Ceasa. E é uma das ações de destaque da Administração Municipal para manter a gestão ambiental e sustentável da cidade em patamar elevado

 

A Usina Verde de Compostagem de Campinas recebeu registro do Ministério da Agricultura para comercializar o adubo orgânico que produz. A usina de compostagem, operada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, processa resíduos de lodo provenientes de estação de tratamento de esgoto, da Sanasa; de galharia e restos de poda, do Departamento de Parques e Jardins (DPJ); e, em breve, de frutas e verduras, da Ceasa (Centrais de Abastecimento S.A), que resultam em um produto orgânico, rico em nutrientes. 
 
Há 50 mil toneladas de adubo, armazenadas, prontas para serem comercializadas. Um edital de licitação está sendo preparado para que o composto seja vendido a uma empresa. Neste caso, o vencedor da melhor proposta leva todo o material e poderá revender. 
 
Atualmente, o adubo orgânico vem sendo utilizado nas áreas verdes da cidade, para o plantio de grama, de flores e mudas de árvores em parques, bosques e em canteiros; e na produção de mudas e arbustos, no Viveiro Municipal de Campinas. 
 
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), também parceiro no projeto da Usina Verde de Campinas, é responsável por medir a fertilidade e certificar a qualidade do adubo e utiliza o composto nos experimentos com sementes.
 
A Usina está processando, diariamente, 100 toneladas de resíduos, que rendem cerca de 30 toneladas do composto. A Secretaria de Serviços Públicos se prepara para ampliar esse processamento diário. Esses resíduos, ao serem transformados em adubo, rico em nutrientes, deixam de emitir gases maléficos que fazem mal à camada de Ozônio. A operação também gera uma economia de R$ 1 milhão por mês ao município porque o material deixa de ocupar espaço no aterro sanitário. 
 
“É a primeira usina do Brasil nesses moldes. Ao deixar de enviar esses resíduos ao aterro sanitário, deixamos de gerar chorume e gás metano. É um enorme ganho ambiental e de sustentabilidade, além de economia para a cidade”, explica o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.
 
O projeto para implantar a Usina Verde de Compostagem em Campinas foi elaborado pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e funciona em parceria com a Sanasa, a Ceasa e o IAC. A usina ocupa uma área de 17 hectares dentro da Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), onde também fica a sede da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, responsável pela produção.
 
 
 
Última modificação em Quarta, 28 Setembro 2022 16:48
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