23 de Maio, 2016

Debate sobre biogás marca 46ª Assembleia da Assemae

A mesa-redonda foi coordenada pelo presidente da Assemae SC, Ademir Izidoro. 

O presidente da Assemae Regional de Santa Catarina e diretor-presidente do Samae de Jaraguá do Sul (SC), Ademir Izidoro, coordenou a realização do painel sobre o biogás de reatores anaeróbios, no dia 18 de maio, em Jaraguá do Sul (SC).

Entre os palestrantes esteve Bruno Marcos Silveira, engenheiro da Estação de Esgoto da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa) de Campinas (SP), que falou aos presentes sobre a medição na ETE Piçarrão. Bruno explicou que o objetivo do projeto é entender o potencial da produção de biogás nas ETE’s brasileiras, de modo a estabelecer um banco de dados de parâmetros que influenciam a produção de biogás, sua vazão e a concentração de metano.

Ainda de acordo com Bruno, os desafios do projeto são identificar o real potencial energético do biogás, implantar a melhor alternativa para recuperação energética do biogás, e possibilitar a redução dos custos com Energia Elétrica na ETE Piçarrão.

Por sua vez, Carlos Augusto de Lemos Chernicharo, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trouxe para o debate a comparação entre a produção esperada de biogás e a produção medida de biogás. O professor elencou alguns fatores que causam a baixa recuperação de metano e biogás nos reatores tratando esgoto doméstico, a saber: a perda de metano dissolvido no efluente, vazamentos através dos coletores de gás (fissuras, tampas não herméticas), e a contribuição de água de chuva, visto que os reatores que tratam esgoto muito diluído produzirão menos biogás e, proporcionalmente, perderão mais metano dissolvido no efluente.

Em seguida foi a vez de Hélinah Cardoso Moreira, perito nacional da área de efluentes - Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), que tratou da importância do biogás no tratamento de esgotos, que seria o combustível para a sustentabilidade da prestação do serviço. A especialista destacou que o biogás reduz custos operacionais, além de gerar receitas; e é uma fonte renovável de energia, entre outros aspectos do biogás.

Hélinah levou ao plenário informações sobre o projeto Probiogás, que consiste em uma cooperação técnica entre o Ministério das Cidades e a GIZ, com o objetivo de ampliar o aproveitamento energético do biogás no Brasil em saneamento básico e iniciativas agropecuárias, trabalhando nas áreas de águas residuais e resíduos sólidos. O projeto, iniciado em 2013, segue até o ano que vem.

Ernani Ciríaco de Miranda, diretor de Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, participou do debate e se comprometeu a apoiar as iniciativas em favor do biogás, ajudando a fomentá-las e difundi-las. Sobre o Probiogás, Ernani destacou que o projeto busca o maior aproveitamento do biogás no setor de saneamento básico, além de sensibilizar os técnicos sobre a eficiência desse tema e capacitar quadros técnicos para a utilização do gás nos diversos municípios brasileiros.

O debate contou, ainda, com a participação de Christoph Platzer, consultor internacional e especialista em tratamento de efluentes, que apresentou os resultados preliminares do projeto de medições, a partir da avaliação do potencial energético do biogás. Segundo o palestrante, o tratamento de esgoto pela via anaeróbia tem como benefícios a baixa produção do lodo, a simplicidade operacional, a redução de matéria orgânica em 70% e a possibilidade de aproveitamento do biogás.

Última modificação em Segunda, 23 Maio 2016 18:05
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